O teste de antígeno prostático específico, mais conhecido como exame de PSA, desempenha um papel essencial no diagnóstico precoce do câncer de próstata. Isso porque, esse exame de sangue é considerado fundamental para favorecer o tratamento oportuno e aumentar as chances de cura da doença.
Neste artigo, ofereceremos uma visão abrangente sobre o exame de PSA, focando no que ele analisa e como auxilia na detecção precoce do câncer prostático. Além disso, também mostramos outros exames que podem ser solicitados como parte do rastreamento e diagnóstico da doença. Confira!
O que é o câncer de próstata?
O câncer de próstata é uma condição que afeta milhões de homens em todo o mundo, sendo uma ameaça significativa à saúde masculina. Trata-se da segunda forma mais comum de câncer entre eles, superado, apenas, pelo câncer de pele não melanoma.
A neoplasia prostática ocorre quando as células da glândula (que faz parte do sistema reprodutivo masculino) começam a crescer de forma descontrolada. Contudo, quando diagnosticado precocemente, as chances do tratamento ser bem-sucedido e, consequentemente, levar à cura, são altas.
Por que o rastreamento é importante?
O câncer de próstata é assintomático nas fases iniciais, tornando o rastreamento um processo fundamental para a detecção precoce. Geralmente, recomenda-se que homens com idade superior a 50 anos ou com fatores de risco conhecidos, como histórico familiar da doença, fiquem especialmente atentos à sua realização.
O que é o exame de PSA?
A dosagem do antígeno prostático específico (PSA, na sigla em inglês) visa medir os níveis dessa proteína no sangue, produzida pelas células da próstata. A função do PSA, em condições normais, é liquefazer o sêmen, permitindo que os espermatozoides se movam com mais facilidade.
No entanto, quando a próstata está comprometida, seus níveis podem aumentar. É o que ocorre em casos de câncer de próstata, hiperplasia benigna da próstata (HPB) ou outras inflamações. Assim, o exame de PSA se destaca como uma das principais ferramentas de triagem para o câncer de próstata.
Como o exame de PSA é realizado?
O exame de PSA é realizado por meio da coleta de uma pequena amostra de sangue de uma veia do braço do paciente. Em seguida, essa amostra é enviada para análise em laboratório, onde os níveis de antígeno prostático específico são quantificados.
O resultado é expresso em nanogramas por mililitro (ng/mL) de sangue. É importante observar que os valores de referência normais podem variar, ligeiramente, conforme o laboratório. Mas, em geral, níveis de PSA menores que 4 ng/mL são considerados normais.
Como o PSA auxilia no diagnóstico do câncer de próstata?
Você já sabe que elevações nos níveis de PSA podem indicar a presença de anormalidades na próstata. No entanto, é importante observar que um aumento no PSA não é uma confirmação definitiva de câncer.
Vários fatores, incluindo a idade do paciente, o tamanho da próstata e outras condições médicas, podem afetar os níveis de PSA. Portanto, se esses níveis estiverem elevados, o médico solicita exames complementares, como o toque retal e a biópsia da próstata. Só assim é possível confirmar o diagnóstico da neoplasia, bem como determinar seu estadiamento (localização e extensão).
Como são realizados os principais exames complementares?
Como explicado, além do exame de PSA, outros exames desempenham um papel fundamental no rastreamento do câncer e na avaliação da saúde da próstata. Na prática, esses exames adicionais podem fornecer informações mais abrangentes e detalhadas.
Dessa forma, auxiliam os médicos não só no diagnóstico precoce, como na escolha do melhor tipo de tratamento. A seguir, explicamos o papel de cada um.
Exame de toque retal
O toque retal é um exame físico que faz parte da avaliação da saúde geral da próstata. Ele é indicado, principalmente, no contexto de rastreamento de tumores. Portanto, a decisão de realizá-lo deve ser discutida entre o paciente e seu médico, levando em consideração:
- a idade;
- o histórico clínico;
- os fatores de risco;
- e as recomendações de triagem.
Caso haja suspeita de tumorações na glândula, costuma-se solicitar uma ultrassonografia transretal, exame de imagem essencial para uma análise mais completa da região. Além disso, o médico também pode examinar outras áreas do corpo e, se necessário, solicitar mais exames de imagem.
Biópsia da próstata
Se os achados encontrados no exame de PSA e no toque retal sugerirem câncer, o médico solicitará a biópsia da próstata. Essa é a única forma de chegar ao diagnóstico definitivo da doença.
O procedimento consiste na remoção (por agulha, guiada por ultrassonografia) de pequenas amostras de tecido glandular, para análise histopatológica laboratorial. Uma vez concluído, o laudo pode ser:
- positivo (quando há células cancerígenas),confirmando a doença;
- negativo (quando não foram detectadas células tumorais),descartando a hipótese de câncer;
- ou suspeito, quando existe algo anormal, exigindo novos exames laboratoriais, uma ressonância magnética da próstata e, se preciso, a repetição da biópsia (com amostras de outras áreas).
Para concluir, esperamos que suas dúvidas sobre a importância do exame de PSA no diagnóstico do câncer de próstata tenham sido esclarecidas. Como mostrado, ele é um dos primeiros passos na obtenção do tão necessário diagnóstico precoce da doença!
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