Urologia Infantil

Urologia Infantil

A Urologia Vida tem na sua equipe urolgistas especialmente dedicados à urologia infantil, com especialização e atualizações no Brasil e no exterior. Trata de crianças com malformações congênitas ou atraso de desenvolvimento das funções miccionais. As principais doenças estão listadas abaixo.

1.2.1 Hidronefrose
Dilatação do trato urinário que pode ser diagnosticada já na ultrassonografia pré-natal, podendo ser uni ou bilateral e está relacionada à obstrução do trato urinário ou refluxo de urina da bexiga para o ureter. Além disso doenças como válvula de uretra posterior e síndrome de prune belly também podem causar a hidronefrose. Seu tratamento é individualizado para cada caso.

1.2.2 Refluxo vésico-ureteral
É o retorno de urina da bexiga para o trato urinário superior. Está relacionado a infecções urinárias de repetição na infância. Sugerimos que toda criança com infecção urinária seja avaliada por um urologista. O tratamento do refluxo é realizado com acompanhamento e antibióticos, na maioria dos casos. Atualmente, o tratamento minimamente invasivo com injeção de hialuronidase (p. ex.) no meato ureteral (na bexiga) tem sido advogado como uma alternativa ao tratamento clínico, por suas boas taxas de sucesso e baixa invasividade, evitando assim o uso prolongado de antibióticos e exames no acompanhamento dessas crianças. O tratamento cirúrgico está reservado aos casos mais complexos, e com déficit da função renal.

1.2.3 Enurese noturna
Toda criança perde xixi na cama! Por um período! Mas isto pode durar mais tempo que o suportável. Acima de 5 ou 6 anos, toda criança que perde xixi na cama deve ser avaliada por um médico. A equipe Urologia Vida dedica-se ao estudo e tratamento dessas crianças, e dispõe inclusive de aparelho para estudo urodinâmico e urofluxometria quando necessários.

1.2.4 Criptorquidia
Na bolsa testicular de meninos deve ter dois testículos, desde o nascimento. A ausência de um deles ou dos dois deve prontamente ser diagnosticada e tratada, preferencialmente antes de completar 1 ano de vida. O testículo “ausente” pode ser identificado logo acima do escroto ou sobre o osso púbico. Porém em alguns casos está dentro da cavidade abdominal ou é ausente. O tratamento cirúrgico desses pacientes é imprescindível, tanto para se preservar a fertilidade futura bem como para previnir tumor de testículo que é mais prevalente em testículos criptorquídicos.

1.2.5 Estenose de JUP (junção ureteropiélica)
Estreitamento da junção entre a pelve renal e o ureter, geralmente congênito, podendo ser resultado de um estreitamento intrínseco da junção ou compressão extrínseca por um vaso anômalo. A manifestação clínica mais comum é febre, resultante de infecção urinária, que pode ocorrer repetidamente. O rim pode ter sua função prejudicada e diminuída, e o tratamento se faz com antibióticos para se evitar infecções, desde o momento do diagnóstico e, de acordo com a função renal, a criança pode ser acompanhada com exames periódicos, ou submetida a correção cirúrgica da região de estreitamento. A cirurgia pode ser aberta, com uma pequena incisão lombar e, mais recentemente, a técnica laparoscópica tem se estabelecido como uma técnica com excelentes resultados, além da estética muito superior, com pequenas cicatrizes que tendem a se tornarem insignificantes com o crescimento da criança.

1.2.6 Válvula de uretra posterior
Malformação congênita que se localiza na uretra e causa uma obstrução total ou parcial do fluxo de urina. Conforme a severidade do acometimento local pode ter inplicações graves para a bexiga e para o trato urinário superior, devido ao acúmulo de urina e aumento da pressão local, podendo levar até mesmo à perda da função renal. Geralmente o diagnóstico é realizado com a ultrasonografia pré-natal, apresentando uma bexiga distendida e hidronefrose bilataral. Nos casos mais leves o diagnóstico pode ser mais tardio, manifestando-se com jato miccional fraco e estreito. O tratamento da válvula é simples, porém requer material endoscópico delicado e deve ser feito por urologista com experiência nesta doença. O principal agravante não é a válvula em si, mas os efeitos que ela causa no trato superior, mesmo ainda na fase intra-útero, e o tratamento se faz caso-a-caso. A equipe Urologia Vida está treinada e capacitada para o adequado tratamento da válvula e suas consequências. No Hospital Samaritano temos utilizado o LASER para tratamento das válvulas, bem como de estenoses de uretra, com boa evolução. A vantagem do LASER sobre os probes com bisturi elétrico é que com o LASER a área de propagação da energia é menor, com menor processo inflamatório local. Além disso é mais fácil posicionar a fibra de LASER sobre a válvula, melhorando a precisão do tratamento.

1.2.7 Hipospádia
Malformação congênita da uretra, caracterizada por localização do meato uretral abaixo do local habitual (ponta do canal do xixi), podendo ser próximo do normal, desde a glande até a base do pênis ou escroto. O tratamento é cirúrgico, com técnicas de cirurgia plástica e rotação de retalhos para se reconstruir o canal da uretra. A equipe Urologia Vida tem utilizado de forma rotineira a técnica mais empregada na atualidade, proposta e difundida pelo Dr. Snodgrass, com excelentes resultados.

1.2.8 Torção testicular
Mais comum em adolescentes, caracterizada por dor de início súbito, de forte intensidade, sem uma causa identificada. Pode iniciar mesmo com o paciente em repouso e muito frequentemente é confundida com processo inflamatório chamado epididimite. Deve-se salientar que o importante no caso de dor testicular é o tempo entre o início do sintoma e o diagnóstico e tratamento correto. A torção testicular dificulta a circulação de sangue no testículo e pode causar a morte tecidual e perda do testículo, se nao tratada em tempo hábil. O intervalo de tempo ideal para o tratamento é de até 8h, sabendo-se que após esse período há uma alta incidência de atrofia testicular. O tratamento é cirúrgico, abordando-se o testículo pelo escroto, distorcendo-o e fixando no escroto para se evitar recidiva. Esse tratamento pode ser tentado em até 24h de evolução da dor, sendo que a partir de então a remoção cirúrgica do testículo seria a conduta mais apropriada.

1.2.9 Outras malformações congênitas
Podemos citar algumas: epispádia, rim multicístico, rins policístico, ectopia renal, disordens da diferenciação sexual, hidrocele, hérnia.