Câncer Urológico

Câncer Urológico

CÂNCER DE RIM: Classicamente apresenta sintomas de dor lombar, sangue na urina (hematúria) e massa palpável. Atualmente, entretanto, graças à facilidade de se realizar ultrassonografia de abdome, e sua realização em check ups periódicos, massas renais menores e não sintomáticas têm sido encontradas. Isto torna a chance de cura bem maior. O tratamento é primordialmente cirúrgico, não havendo radioterapia ou quimioterapia eficaz. Os tumores menores podem ser removidos juntamente com margem de tecido renal normal, preservando-se o restante do rim (nefrectomia parcial), enquanto tumores grandes e aqueles com localização próxima do pedículo renal são casos para nefrectomia radical. Novas medicações têm sido recentemente utilizadas nos casos de tumor localmente avançado e com metástases, com resultados ainda frustros. Vale ressaltar que a cirurgia pode ser realizada por via aberta ou laparoscópica, além da robótica recentemente introduzida. A equipe Urologia Vida tem tratado estes tumores com a técnica laparoscópica, com bons resultados cirúrgicos e uma qualidade estética muito superior.

CÂNCER DE BEXIGA: O mais comum é o chamado carcinoma de células transicionais. Os principais fatores de risco são o tabagismo, uso abusivo de fenacetina, trabalhadores da indústria química, petroquímicas e plásticas, exposição a corantes, exposição a asfalto e pixe. O sintoma mais comum é a presença de sangue na urina, em até 85% dos pacientes. O diagnóstico é realizado por exames de imagem (ultrassonografia, p.ex.) aliado à avaliação endoscópica da bexiga (passagem de aparelho pela uretra com câmera na ponta), e biópisa das lesões. O tratamento será adequado de acordo com dados da biópisa, como presença de invasão musular. Inicialmente, realiza-se a resseção endoscópica do tumor para diagnóstico e estadiamento. A partir de então pode-se definir pela revisão endoscópica em 3 meses ou cirurgia radical com retirada da bexiga (Cistoprostatectomia radical). Imunoterapia local com BCG ou quimioterapia também são armamentos terapêuticos disponíveis.

CÂNCER DE TESTÍCULO: Câncer do jovem, mais frequente entre os 15 e 34 anos. Manifesta-se por massa testicular palpável e indolor. A criptorquidia (testículo fora do escroto ao nascimento) tem sido citada como um dos fatores de risco. O tratamento é cirúrgico, com a retirada do testículo acometido. Frequentemente este tumor apresenta metástases ao diagnóstico, e conforme o estadiamento e histologia do tumor, este paciente poderá ser tratado com quimioterapia, radioterapia ou cirurgia.

CÂNCER DE PÊNIS: Mais frequente em pacientes com fimose, com dificuldade ou não exposição da glande, associado a limpeza local deficiente. Caracteriza-se por uma tumoração no pênis, visível ao exame físico. O tratamento é cirúrgico, com remoção parcial ou total do pênis, e terapia complementar. A infecção pelo HPV (principalmente os tipos 16 e 18) pode ser um fator causador do câncer de pênis e deve ser adequadamente tratada e seguida.

CÂNCER DE PRÓSTATA: Ver em doenças da próstata.