​  ​  Nova proteína aplicada a PET CT, melhora a detecção da recorrência do câncer de próstata

​ ​ Nova proteína aplicada a PET CT, melhora a detecção da recorrência do câncer de próstata

 

*Por Endric Hasegawa

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer, o câncer de próstata é o segundo câncer mais frequente e a quinta maior causa de morte no mundo.

urologia-endric-hasegawaOs grandes avanços no tratamento atual desse tipo de câncer têm obtido altos índices de cura quando detectado e tratado precocemente; porém, não é infrequente a recorrência após um único tratamento.

O aumento dos níveis de PSA (enzima que auxilia no diagnóstico e monitorização da doença) após o tratamento, a chamada recorrência bioquímica, ocorre em 20 a 30% dos casos após cirurgia e, em cerca de 60% dos casos após radioterapia externa, devendo também ser diagnosticado e tratado precocemente.

Sabe-se que as recorrências podem ocorrer nos arredores da próstata ou mesmo em outros locais como na coluna e bacia. O diagnóstico do local da recidiva pode ser feito por meio de exames como tomografia, ressonância magnética e cintilografia óssea com sucesso em somente 25-54% dos casos. A introdução do PET CT com radiocolina (um tipo de preparado radioativo, usado como diagnóstico) produziu melhora importante nos índices de detecção das recorrências, especialmente quando os níveis de PSA eram superiores a 1,5ng/mL, nível muito acima dos 0,2ng/mL do diagnóstico da recorrência pós-cirúrgica.

A descoberta de uma proteína de membrana, denominada PSMA e sua aplicação recente obtiveram melhora significativa da sensibilidade e especificidade quando comparado a radiocolina. Artigos de revisão publicados neste ano (2017) têm demonstrado detecção de linfonodos em 71% vs 94% e metástases ósseas em 64% vs 98% para radiocolina e PSMA respectivamente. Assim, a literatura cientifica atual revela que o novo método: PET CT, com a PSMA, é um exame promissor, podendo em breve compor o arsenal para diagnóstico da recidiva do câncer de próstata.

A possibilidade do uso do PSMA abre novos horizontes para o desenvolvimento de exames diagnósticos mais acurados e também para o tratamento direcionado a célula tumoral, o que minimizaria os efeitos colaterais, com melhores resultados. Vale a pena acompanhar essa inovação.

Dr. Endric Hasegawa, médico urologista da equipe Urologia Vida

http://endrichasegawa.wix.com/endric

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