Vigilância ativa no Câncer de próstata localizado

Vigilância ativa no Câncer de próstata localizado

cancer-de-prostata-baixo-riAtualmente alguns pacientes com câncer de próstata podem ser considerados como de muito baixo risco (bem diferenciados – Gleason 6, com volume limitado e PSA baixo), e podem fazer parte de um seleto grupo em que não são tratados, mas acompanhados através de protocolos de vigilância ativa (ou em inglês, Active Surveillance).

Com o melhor entendimento do câncer de próstata, sabemos que alguns tipos de tumores têm característica bastante indolente, e dificilmente levarão à metástases e ao óbito. Nesses casos, o tratamento (seja com cirurgia ou radioterapia) não só pode não trazer benefícios em relação à sobrevida, como pode levar a sequelas indesejadas, como a incontinência urinária e a impotência sexual. O protocolo de vigilância ativa visa então evitar o supertratamento desses doentes e seus possíveis efeitos adversos.

A doença é então monitorada com exames periódicos (PSA e toque retal) e a biópsia é repetida de tempos em tempos. Durante o seguimento, os tumores que crescerem ou exibirem características agressivas serão tratados, enquanto os considerados estáveis e com crescimento limitado, poderão continuar o acompanhamento.

 

Dr. Bruno Hurtado, médico urologista da equipe Urologia Vida

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